sexta-feira, outubro 10, 2008


Os jornais desse sábado (11) devem todos trazer alguma variação da noticia "Sarah Palin é condenada em caso de abuso de poder" (DC, BBC, Folha, Estadão, O Globo, etc), vinda de agências de notícias sempre muito imparciais como Reuters e EFE ou, pior ainda, diretamente do que parece ser o único jornal americano do qual os jornalistas brasileiros ouviram falar: o democratíssimo New York Times.

A linha entre a distorção e a mentira pura e simples é normalmente um pouco dificil de identificar, nesse caso a mentira deslavada levou a melhor. Exatamente como a boa prática do jornalismo 'imparcial' manda: diga uma coisa na manchete que será desmentida pelo corpo da notícia. Quem só lê a manchete não vai chegar na parte que cita a conclusão final do relatório:


But the report concluded that “Governor Palin’s firing of Commissioner Walt Monegan was a proper and lawful exercise of her constitutional and statutory authority to hire and fire executive branch department heads.” It cites the Alaska Constitution, which says “the governor may discharge department heads without cause” and that department heads “serve at the pleasure of the governor.”

Reparem no 'but' que inicia o parágrafo, um dos últimos. Um escárnio.

1 comentário:

fabaovb disse...

Pois.

De forma geral, é realmente lamentável a cobertura jornalística brasileira dos assuntos internacionais. E não só sobre as eleições americanas: nas eleições presidenciais francesas, parte da mídia tupiniquim tratou a eleição de Sarkozy como a vitória de um monstro nazista, ao passo que, na imprensa europeia, foi apenas uma eleição comum.