Ainda sobre o caso das fotos mostrando o maltrato e humilhação* de prisioneiros iraquianos repito que acho que essa prática não é exclusiva dos americanos** e muito menos da guerra.
Um fato que só fiquei conhecendo depois de afirmar isso pela primeira vez, mas que reforça a afirmação, é que muitos dos soldados envolvidos no episódio eram agentes carcerários antes de irem para a guerra, ou seja, essa prática já devia fazer parte das vidas deles antes de entrarem para o exército.
O crime não é menor por causa disso, mas é uma gande hipocrisia fazer o estardalhaço que se está fazendo por causa dessas fotos enquanto a mesma coisa, ou pior, acontece em vários outros lugares, muito provavelmente em seu país. O fato de as fotos terem aparecido acaba sendo um ponto positivo. Possível apenas em uma democracia. Pior para os presos dos quais as fotos não aparecem, que vão continuar sendo humilhados...
* - não gosto da expressão "tortura", porque pelo menos no que eu entendo, a tortura não é um fim e sim um meio - condenável claro - de se conseguir alguma coisa, normalmente informações, o que não parece ser o caso. Mas aqui sei que não adianta cobrar sobriedade no uso dos termos, a situação acaba sendo a mesma da palavra "massacre". No dicionario dos jornalistas a definição deve ser algo como "Massacre: Assassinato de duas ou mais pessoas".
** - qualquer um que tenha assistido a um filme sobre a vida em prisões deve ter visto coisa parecida, o próprio "Carandiru" deve ter cenas que lembram essas fotos, só não posso afirmar porque não assisti, infelizmente não assisto filmes brasileiros, por recomendação médica)
segunda-feira, maio 10, 2004
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sexta-feira, maio 07, 2004
A pagina da BBC Brasil está fazendo um fórum com a pergunta: "Qual é a melhor maneira de gerar empregos no Brasil?". Algumas respostas são inacreditaveis, essa por enquanto está ganhando:
"A única maneira de acabar com o desemprego é acabar com o emprego. Este sistema está falido, e tem de ser substituído por cooperativas de trabalho que associem toda a mão-de-obra de uma região, distribuindo entre todos o resultado do trabalho dos associados ativos."
Outra boa é essa:
"Os trabalhadores deste país devem se unir para acabar com o capitalismo, que é um sistema opressor, só o socialismo irá oferecer uma sociedade sem classes e igualitária! Socialismo ou Barbárie!"
É interessante perceber que as duas foram dadas por gaúchos.
Mas botando de lado essas idiotices, é bom perceber que a resposta que mais aparece é a mais sensata (apesar de não passar perto da agenda dos políticos): redução da carga tributária.
Isso quase me faz começar a ter esperança que isso aqui um dia ainda dê certo...
Postado por Giovani MacDonald às 1:50 a.m. 0 comentários
Algumas notícias eu simplesmente não sei como os jornalistas conseguem repassar sem morrer de rir. Pensei nisso ontem, enquanto assistia no Jornal Nacional, não-lembro-quem anunciando que, devido aos atentados em Atenas, vai ser enviado um - eu disse UM - delegado para garantir a segurança da delegação brasileira nas olimpiadas.
Acabei pensando no assunto de novo agora, ao ler essa manchete: Ambev garante que vazamento só ocorreu para a imprensa
É impossivel imaginar alguém escrevendo uma manchete dessas com cara de sério...
Postado por Giovani MacDonald às 1:29 a.m. 0 comentários
Sinceramente não sei o que poderia estar procurando alguém que chegou aqui procurando por "Lula penn state eritrea"...
Postado por Giovani MacDonald às 1:20 a.m. 0 comentários
quinta-feira, maio 06, 2004
Ainda não entendi porque estão chamando de "derrota do governo" o arquivamento da MP dos Bingos. A medida provisória foi editada com o único objetivo de abafar o caso Waldomiro, tarefa que cumpriu com sucesso. A proibição dos bingos nunca foi o objetivo, até porque como estava prestes a ser investigado, os bingos seriam uma grande fonte de recursos para campanhas de políticos do PT. Agora, véspera de eleições, a medida é arquivada e a torneira de recursos é reaberta, mais do que em tempo de financiar as campanhas.
Pode parecer uma teoria da conspiração, mas acho que essa medida já tinha o arquivamento previsto - e planejado - quando foi editada e a votação só foi tão próxima para não deixar muito na cara. Vitória dupla para quem fica com o dinheiro e ainda com a fama de "defensor da moralidade", nada de derrota.
Na verdade acho que a única parte que falta entender mesmo é a separação entre o partido e o governo, mas isso fica cada dia mais dificil, principalmente quando se tem estrelas vermelhas nos jardins...
Postado por Giovani MacDonald às 1:43 a.m. 0 comentários
Sem pedir deculpas por tortura, Bush tenta acalmar árabes
Que as manchetes são na maioria tendenciosas eu não preciso falar de novo, mas essa aí é de um mau-caratismo acima da média. É óbvio que o Presidente Americano não pediu desculpas, já que começou o discurso dizendo que o ocorrido é simplesmente indesculpável. Coisas parecidas devem ocorrer em presídios de quase todo o mundo, no Brasil então nem falo. Repito, não por isso deixam de ser indesculpáveis, devem ser todas investigadas e o culpados levados à justiça, mas não passam nem perto da gravidade que estão tentando dar a essas imagens, como por exemplo comparando-as às torturas ocorridas durante o regime de Saddam Hussein.
Mr. Manson, do Cocadaboa, que não pode nem de longe ser chamado de "direitista", faz uma piada bem pertinente:
Tortura dos EUA no Iraque? Fala sério! Olhando bem para as imagens concluí que o lance tá mais light e menos humilhante do que os trotes que já presenciei na UFRJ.
Postado por Giovani MacDonald às 1:12 a.m. 0 comentários
terça-feira, maio 04, 2004
Para quem discordou de mim quando eu falei que o governo está fazendo mais, muito mais, do que devia, aqui vai a prova definitiva que o governo anda muito ocupado:
Governo federal lança CD com hino do Fome Zero
Postado por Giovani MacDonald às 11:11 a.m. 0 comentários
domingo, maio 02, 2004
O governo vive dizendo que vai "criar não-sei-quantos empregos". Mentira. O Estado não cria empregos, quem cria empregos é a iniciativa privada. A única coisa que o Estado faz é atrapalhar, impedindo a iniciativa privada de criar os empregos. O governo dizer que criou empregos é a mesma coisa que o assassino dizer que criou vida por ter deixado de matar. Incluindo a possibilidade de o assassino tentar matar mas a vítima conseguir fugir.
Os únicos empregos que o governo tem capacidade de criar ele já criou, empregando "companheiros". O problema é que cada emprego desse tipo custa o emprego de várias pessoas.
Postado por Giovani MacDonald às 9:24 p.m. 0 comentários
"Enquanto a redução da carga tributária não entrar na agenda dos governantes não haverá desenvolvimento algum no Brasil."
Essa frase do artigo de José Nivaldo Cordeiro resume meu desanimo sempre que vejo alguém falar sobre desenvolvimento no Brasil. Parece simples, e é. Claro que tem várias consequencias, já que com uma carga tributaria menor o governo tem menos dinheiro pra gastar e acaba tendo que cancelar os programas ditos "sociais", mas isso é o de menos. Quem quer trabalhar não precisa de programas sociais.
Postado por Giovani MacDonald às 6:59 p.m. 0 comentários
quarta-feira, abril 28, 2004
Acabo de assistir, em um documentario, a um pedaço de um discurso de Hitler no qual ele acusa "os judeus que trabalham em instituições financeiras pelo mundo" de tentarem iniciar uma guerra mundial. Isso não me é estranho...
Postado por Giovani MacDonald às 5:38 a.m. 1 comentários
Acho que um dos motivos pelos quais o número de posts tem diminuído consideravelmente é porque uma das minhas maiores fontes de inspiração para posts sempre foi ler jornais. Agora além de eu não ter mais tanta disposição para fazer isso (em uma época chegava a ler cerca de 20 jornais - eletrônicos é claro - por dia, agora leio no maximo 3 ou 4, quando leio...), parece que eu já falei sobre quase tudo, as noticias já não podem mais ser traduzidas para o inglês porque de novidade elas não parecem ter nada, parece que tudo sobre os assuntos envolvidos nas noticias já foi exposto em outras ocasiões. Comecei a pensar isso quando senti vontade de escrever sobre o crescimento da China, que é sempre colocado como vitória e demonstração de viabilidade do comunismo, e que eu considero uma simples reflexão da gradual abertura, um simples ajuste ao que seria a "ordem natural", sendo o maior país do mundo (entendendo como país o conjunto população e território), o natural seria que fosse o maior mercado do mundo e consequentemente a maior economia. Só não o é por causa do comunismo e não o contrario, mas aí lembrei que já escrevi sobre isso...
Outra coisa que me fez pensar nisso foi esse folheto aí do lado, que minha irmã me trouxe hoje. Já falei aqui de um amigo, que fez uma chapa para concorrer ao Centro Acadêmico do curso dele (e por sinal ganhou), e que, apesar de termos estudado muitos anos juntos e continuarmos nos falando por pelo menos 5 anos após o termino do colégio - enfim, é uma pessoa que eu considero amigo e não apenas colega - parecia que eu simplesmente não o conhecia. Pois ele me surpreendeu mais uma vez agora que é época de eleição para o CA novamente.
É tão absurdo que quase não é preciso comentar, mas a parte que eu mais gostei foi a que eles se propõem a "tomar o que é nosso", isso claro "sem se perder em legalidades". É assustador pensar que esses são estudantes de Direito, futuros juízes, prometendo "não se perder em legalidades".
Também gostei da parte em que dizem que têm "princípios definidos e claros", mas na hora de expô-los citam "anticapitalismo", considerando a concepção de "capitalismo" do "senso comum", que é tão fluida que dizer isso de transparente não tem nada. Depois dizem "defender as bandeiras históricas do movimento estudantil", sem nunca definir quais são essas bandeiras. Para terminar falam de sua "postura diante de injustiças e opressões", hãã...bonito não? Transparente como petróleo...
A parte em que prometem ser "intransigentes" também é interessante, mas nessa parte eu sou obrigado a dar o braço a torcer e concordar em parte: eu também sou muitas vezes intransigente quando se trata do que eu acredito.
p.s. - desculpem se o post ficou um pouco enrolado, mas eu tinha que enrolar um pouco para chegar no tamanho da figura. Eu uso a resolução de 1024x768 e tento deixar o "design" do blog adaptado para essa resolução, quem usa 800x600 deve estar pensando "mas o post ficou bem maior que a figura", bom...não se pode agradar a todos. Essa explicação também faz parte da enrolação...
Postado por Giovani MacDonald às 4:35 a.m. 0 comentários
sexta-feira, abril 23, 2004
Genoino assina protocolo de colaboração com PC chinês
Partido Comunista da China = PCC ?
Hm...não...comparação infeliz...o Primeiro Comando da Capital nunca conseguiria matar tanta gente.
Postado por Giovani MacDonald às 2:01 a.m. 0 comentários
quinta-feira, abril 22, 2004
Michael Ledeen no NRO tem uma interessante explicação de porque dessa vez a Al Jazeera não quis mostrar as imagens do refém italiano sendo executado (cheguei aqui através do BOWT, que infelizmente começará a cobrar pelo conteudo em breve):
The terrorists present the world with an endless supply of lies, which generally take the form of accusing us of what they do. Many of their actions are staged precisely for the benefit of reporters (like the horror scene of the four dead American contractors a couple of weeks ago). They brought in the television cameras the other day to film the execution of an Italian hostage, Fabrizio Quattrocchi, but something went wrong. After forcing him to dig his own grave, they put a hood over his head and ordered him to kneel so he could be killed. He wouldn't go for it. He tried to remove the hood, and defiantly yelled at them "I will show you how an Italian dies." The scene was a propaganda disaster for them, and good old al Jazeera announced that they had the tape but wouldn't release it because it was too terrible to witness. It was terrible, but not in the way al Jazeera wanted us to think. It showed Western bravery, not Arab domination! , so they couldn't show it.
Postado por Giovani MacDonald às 5:48 p.m. 0 comentários
terça-feira, abril 20, 2004
Francês sai do páreo e abre caminho para Rato no FMI
O ex-ministro das Finanças da Espanha, Rodrigo Rato, reforçou sua posição de favorito para assumir a diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Tenho uma leve impressão que isso vai facilitar muito o trabalho dos cartunistas e humoristas de esquerda...
Eu considero o FMI basicamente uma instituição de esquerda, já que tem como objetivo dar sobrevida a governos que gastam mais do que arrecadam e por isso precisam de empréstimos, mas vai tentar convencer alguém de boina e camisa com imagem do Che Guevara gritando "Fora FHC e FMI". Para ele esses dois são símbolos da "direita". Os fatos importam muito pouco...
Alias, esse é um dos sinais que considero mais significativos na hora de medir o quanto o senso comum está viciado: se humoristas que normalmente tentam ao maximo ficar longe de questões ideológicas e políticas começam a produzir material com uma carga política e ideológica muito grande - que muitas vezes passa despercebida tanto pelo público quanto pelo humorista exatamente por fazer parte do senso comum - é porque o negócio está feio...
Outro exemplo de confusão no "eixo político" está nessa declaração de José Serra:
"O governo do PT está tomando medidas que podem ser consideradas de direita. Ele (PT) tinha um programa popular irrealista e convenceu a população de que isso era viável. Quando o PT ganhou a eleição deixou tudo de lado e ficou sem programa nenhum"
Nada que o governo Lula fez até agora pode ser considerado "de direita", só que no Brasil essa questão parece não ter parâmetros definidos e tudo é uma questão de referencial, então se algo está mais a direita do que se está, então é de direita. Algo como a mão esquerda dizer que o cotovelo esquerdo é parte do braço direito...
(Pra quem leu o post até o fim esperando que ele falasse alguma coisa da menina da foto, sinto desaponta-los, o post não tem nada a ver com a foto mesmo. Só coloquei a foto nesse post porque percebi que a foto era muito grande na vertical e ela teria que acompanhar um post relativamente grande para que não ficasse um espaço em branco no blog - não que alguém fosse perceber...Enfim, essa é a Miss USA 2004, Shandi Finnessey, que além de bonita apoia a guerra no Iraque, ou seja, é inteligente. Só não sei o que a Veja quis dizer com "corpo de liberal e cabeça de republicana", sempre lembrando que "liberal" nos EUA é o mesmo que "esquerdista" aqui...)
Postado por Giovani MacDonald às 1:24 a.m. 0 comentários
sexta-feira, abril 16, 2004
Acaba em pancadaria votação na ONU que condenou Cuba
Nos corredores, um dos membros da delegação de Cuba acertou um soco no ativista Frank Calzon. Havana alega que Calzon é um ex-agente da CIA que teria participado de atentados e que agora estaria nos debates da ONU como representante de uma ong de Miami.
Não poderia ser mais característico de comunistas: após a derrota partem para a violência. E na hora de explicar a sua ação, ao invés de tentar argumentar, acusam a vítima de ser "integrante" de alguma "entidade burguesa". Isso se repete sempre, prestem atenção nas justificativas do MST ou de qualquer outro grupo esquerdista, são sempre acusações, que mesmo se provadas verdadeiras não justificam em nada a ação e têm como único objetivo desviar a atenção.
Postado por Giovani MacDonald às 12:26 a.m. 0 comentários
quarta-feira, abril 14, 2004
MST não cumpre ação de reintegração
O coordenador estadual do MST Paulo Albuquerque afirmou que o movimento vai pedir à Justiça, no mínimo, cinco dias para retirar as famílias dos locais. "Precisamos de tempo, não temos condições de desocupar a área de imediato", disse. Segundo ele, a reintegração será cumprida, mas "a maneira terá de ser negociada". "Estamos dispostos a abrir um canal de diálogo. Como sempre, o MST acata as decisões judiciais, mas vamos negociar a forma como [a reintegração] será feita", afirmou.
Tradução simultânea: Deixem-nos acabar de saquear o que ainda não saqueamos.
Postado por Giovani MacDonald às 11:04 p.m. 0 comentários
A comparação entre a guerra do Iraque e a guerra do Vietnã está sendo a arma mais utilizada pelos canhotos das mais variadas espécies na tentativa de desmoralizar a primeira. Já os conservadores americanos afirmam que essa comparação é completamente fora do contexto. Eu acho que a comparação até tem uma certa validade, obviamente que não no sentido que os que a fazem querem insinuar.
A base da comparação que está sendo feita é a idéia de que os americanos perderam a guerra do Vietnã e através da comparação pretendem sugerir uma inevitável derrota. Eu discordo em grande parte dessa idéia. Militarmente não se pode, nem de longe, dizer que os americanos perderam a guerra do Vietnã. Mataram pelo menos dez vezes mais do que morreram e não perderam nenhuma batalha importante. As tropas foram retiradas por pressões políticas internas e não por derrotas militares. O único sentido no qual se pode dizer que perderam a guerra é que eles não atingiram o seu objetivo final, que no caso era impedir o avanço dos comunistas, fazendo isso acabariam poupando a população de uma ditadura sangrenta, que após a retirada americana matou mais do que a própria guerra. Não estou dizendo que os americanos entraram na guerra porque são bonzinhos e queriam salvar os pobres vietnamitas, eles tinham um interesse, só que mais indireto do que direto.
Aqui entra a comparação que acho válida, pois no Iraque a expressão "ditadura sangrenta" pode ser aproveitada e a maior beneficiada com uma vitória americana será população local, ou seja, os iraquianos. Os americanos novamente não estão lá por solidariedade, eles têm um retorno que além de indireto é incerto mesmo quando conseguida a vitória mas eles avaliaram que esse retorno compensa o risco de fracasso, como em qualquer avaliação de risco.
Outra parte dessa comparação que pode ser considerada válida é a idéia de "atoleiro" - numa tradução de "quagmire", que de tão repetida pelos democratas ninguém mais leva a sério. A diferença é que o "atoleiro" não fica no Iraque, no campo de batalha, como afirmam os torcedores pela derrota americana. Ele fica nos próprios EUA, mais particularmente na mídia e conseqüentemente na opinião pública. Exatamente como aconteceu no Vietnã, onde os comunistas "internacionais", principalmente soviéticos, pouparam esforços militares ao mesmo tempo em que os concentraram em jogar a opinião pública americana, e mundial, contra a guerra. Enfim, o atoleiro é feito de desinformação e manipulação da mídia, dentro e fora dos EUA, e não de um bando de fundamentalistas malucos e despreparados no Iraque.
Postado por Giovani MacDonald às 1:13 a.m. 0 comentários
terça-feira, abril 13, 2004
Já falei uma vez, mas falo de novo: A partir do momento que houve uma invasão a legalidade já foi quebrada. Depois de a terra ter sido invadida falar em "negociação dentro da legalidade" é conversa pra boi dormir.
Postado por Giovani MacDonald às 10:14 p.m. 0 comentários
Enquanto britanicos, japoneses, chineses, tchecos, israelenses, canadenses, sul-coreanos, paquistaneses, turcos, nepaleses, indianos e filipinos são feitos reféns, será que sou o único e estranhar a expressão "ocupação americana"? Assim como acho estranho pensar na expressão "ação unilateral" enquanto Albania, Bulgaria, Republica Tcheca, Dinamarca, Estonia, Hungria, Italia, Latvia, Lituania, Macedonia, Holanda, Noruega, Polonia, Portugal, Romenia, Eslovaquia, Espanha e Ucrania - entre outros - enviam tropas para a área de conflito...
Pelo jeito ainda vou demorar um pouco para me acostumar ao novo - mas não tanto - dialeto canhoto...
Postado por Giovani MacDonald às 2:22 a.m. 0 comentários
segunda-feira, abril 12, 2004
Waldomiro não declarou IR em 2001 e se disse isento em 2000
De acordo com fontes que tiveram acesso à documentação, nas duas declarações (de 2002, com ano-base 2001, e de 2003, com ano-base 2002), Waldomiro apresentou rendimentos pouco inferiores a R$ 60 mil. Nos dois casos, recolheu cerca de R$ 10 mil de IR na fonte e teve em torno de R$ 4,5 mil de restituição. Ele não tem imóveis, nem caderneta de poupança, e, à exceção de um título de capitalização de menos de R$ 400,00, não tem dinheiro aplicado.
Tudo cheira tão mal que eu acho que se não pararem de desenterrar coisas esse Waldomiro vai acabar sendo suicidado...
Postado por Giovani MacDonald às 9:47 p.m. 0 comentários
domingo, abril 11, 2004
Hoje os americanos comemoram o seu "Tax Freedom Day" desse ano, ou seja, a partir de hoje eles deixam de trabalhar para pagar impostos e começam a trabalhar para si.
É a menor quantidade de dias para impostos em 37 anos. Como mostra esse gráfico (reparem no período em que Clinton era presidente, de 1993 a 2001, e vejam porque os americanos tem um pé - e a pontinha do outro - atrás quando o assunto junta democratas e impostos):
Os brasileiros terão que esperar até 16 de maio. Ou mais, já que o calculo que resultou nesse dia não levava em conta o aumento da Cofins. Quem sabe atrasa mais um dia, assim acaba coincidindo com o meu aniversário...
Postado por Giovani MacDonald às 4:47 p.m. 0 comentários
segunda-feira, abril 05, 2004
Diogo Mainardi, cada dia melhor, no Manhattan Connection quando perguntado se havia lido alguma coisa interessante ou original sobre os 40 anos do golpe (transcrevo de cabeça, as palavras podem não ser exatas):
"Não, nem interessante nem original. Os brasileiros consideram a ditadura coisa do passado. Estão muito errados, a ditadura criou a geração de políticos que hoje nos governa [...] e criou o maior entrave ao desenvolvimento do Brasil que é a Constituição de 1988. O Brasil deveria é adotar a nova Constituição do Iraque. Essa coisa de curdo e árabe serem as línguas oficiais pode dar um pouco de confusão no início, mas com o tempo nos acostumamos..."
Postado por Giovani MacDonald às 4:49 p.m. 0 comentários
Sem-Terra invadem 25 áreas em Pernambuco
Al Qaeda fazendo escola com seus "ataques simultâneos"...
...e aproveitando a comparação:
Terrorists Warn Spain of 'Inferno'
Onde será que eu ouvi algo muito, muito parecido?
Se os espanhois acharam que se livrariam da loucura dos terroristas obedecendo ingenuamente suas exigências, já é mais do que hora de perceber o quanto estavam errados. Vale para os brasileiros também...
Postado por Giovani MacDonald às 2:21 p.m. 0 comentários
sábado, abril 03, 2004
Eu prometi, em resposta ao comentário do David no post do dia 31/03, que iria fazer uma lista completa do que eu chamei de "fazer demais" do governo. Mas vou ter que quebrar a promessa. É simplesmente coisa demais. São 21 leis ordinarias em 2004, 169 leis ordinarias em 2003, 75 medidas provisorias editadas e por aí vai...
Pensei em listar apenas as que me chamaram mais a atenção, mas como falei, não estou com saco para isso, quem quiser que siga os links e olhe...
Postado por Giovani MacDonald às 7:34 p.m. 0 comentários
quarta-feira, março 31, 2004
Estou começando a me preocupar com o crescente número de pessoas reclamando que "o governo não está fazendo nada". Não é verdade. Esse governo já fez demais. Já aprovou leis suficientes para atrasar o país pelo menos uns 10 anos.
Se tem uma coisa que o Brasil com certeza não precisa é um governo trabalhando a todo vapor. Quanto menos o governo fizer melhor, assim faz menos besteira. Isso vale para qualquer governo, mas nesse caso é uma questão de sobrevivência...
Postado por Giovani MacDonald às 1:05 p.m. 0 comentários
terça-feira, março 23, 2004
O Juizado da infância e da Adolescência suspendeu por um ano os pedidos adoção de casais que queiram apenas recém-nascidos do sexo feminino. Atualmente, 94% dos casais procuram bebês de pele clara e de preferência meninas.
Pra variar a "justiça" se metendo onde não deve e, como sempre, fazendo cagada (não encontrei outra palavra). A lógica do juiz - que se eu vi direito na reportagem da TV é o Siro Darlan, o mesmo que proibiu a participação de menores em desfiles de moda entre outras (várias) sandices, como se a justiça não tivesse mais o que fazer - é tão infantil que é ridícula: Não vamos deixar que as pessoas escolham, assim podemos "descarregar" todos que estão sobrando.
Esquece o inteligentíssimo juiz (que sempre me pareceu que tem como objetivo maior aparecer) que o desdobramento mais provável (quando digo "mais provável" calculo aqui nos meus dedos uns 96.8% de chance) dessa proibição é a simples diminuição do numero de adoções. Já que não posso escolher então vou simplesmente não adotar. Assim agora ao invés de "sobrarem" apenas crianças que não se enquadram no perfil preferido das famílias adotivas, vão ficar nas instituições crianças de todos os tipos. Causando um problema mais pra frente, quando alguém com um pouco mais de 'juízo' derrubar essa proibição estúpida, e as crianças que poderiam ter sido adotadas já vão estar fora do perfil desejado pelas famílias por estarem muito velhas, perdendo a melhor chance que tinham de ser adotadas.
O fato de as famílias desejarem crianças recém-nascidas que possam ser criadas desde o início pela família, e preferirem que tenham características físicas semelhantes às dos pais - que são na maioria brancos porque na hora de se tomar a decisão de adotar uma criança pesa bastante a situação financeira da família, e os brancos no Brasil são em média mais ricos - é mais do que compreensível.
O ato de adotar uma criança é uma decisão difícil por si só, e ainda vem um juiz atrapalhar. Tudo pelo bem das crianças, é claro. Só não me pergunte quais...
Postado por Giovani MacDonald às 11:37 p.m. 0 comentários
segunda-feira, março 22, 2004
Se tem uma coisa que eu tenho certeza que não vai faltar são as tentativas de igualar o assassinato do "líder espiritual" do Hamas aos atentados com homens bomba cometidos pelo próprio Hamas. Só peço uma coisa aos que forem fazer essa comparação (que eu particularmente acho idiota, mas quem sou eu...). Não esqueçam que enquanto o grupo fundado por Ahmed Yassin matou centenas de pessoas aleatoriamente, com a única intenção de espalhar o medo e o caos, as ações do exército israelense tem alvos definidos e o objetivo de atingir exatamente as pessoas relacionadas com esses ataques, o que foi exatamente o que aconteceu nesse caso...
Postado por Giovani MacDonald às 8:05 p.m. 0 comentários
Alguém sabe onde fica o escritório central? Porque a Filial parece estar abandonada...
Postado por Giovani MacDonald às 8:02 p.m. 0 comentários
terça-feira, março 16, 2004
A culpa é dos Gregos!
Com esse triste episódio acabei formulando uma outra teoria. Ela é baseada em uma das "manias" atuais que é de encontrar um culpado para uma situação ou acontecimento que não estava diretamente envolvido no mesmo, mas teve alguma influência para que ele acontecesse. Sendo assim, o culpado pelo assassinato não é o assassino e sim a fábrica de armas, o culpado pela obesidade não é quem come e sim quem vende a comida, e o culpado pelos atentados não são os terroristas e sim o Presidente Americano.
Resolvi acompanhar a linha de pensamento: os ataques são culpa de José Maria Aznar, que apoiou os americanos na guerra do Iraque, mas quem declarou a guerra foi o presidente Bush, então a culpa é dele. Muitos chegaram até aí, eu resolvi ir um pouco mais pra frente: Bush só tem poder para declarar uma guerra porque os americanos lá o colocaram, então a culpa é dos americanos, mas como os americanos só puderam colocar Bush no poder com a existência da Democracia, então a culpa é dela (duplamente culpada, já que um dos objetivos da guerra era a instalação dela). Como a democracia foi criada pelos gregos, a culpa é dos gregos!
Eu parei por aqui, mas o raciocínio pode continuar. No fim, provavelmente, os mais religiosos vão concluir que a culpa é de Deus, os menos religiosos concluirão que a culpa é do Big Bang...
Postado por Giovani MacDonald às 3:10 a.m. 0 comentários
segunda-feira, março 15, 2004
Dessa vez também tenho uma teoria da conspiração: os atentados em Madri não foram obra da Al-Qaeda e sim do Governo Brasileiro. Com os atentados o "caso Waldomiro Diniz" simplesmente desapareceu dos jornais. Manobra que de brinde ainda fez com que os camaradas socialistas espanhois ganhassem uma eleição que já davam como perdida...
Postado por Giovani MacDonald às 11:16 p.m. 0 comentários
John Kerry, candidato democrata à Presidência americana, condenou hoje o que descreveu como os fracassos do presidente George W. Bush no combate ao terrorismo, usando os atentados do 11 de março em Madri (Espanha) como exemplo. "Quando se trata de proteger os Estados Unidos do terrorismo, esta administração é grande em retórica, mas curta em ação. Como vimos de novo na semana passada na Espanha, é de ação real que precisamos", afirmou Kerry.
John Kerry deveria tentar ganhar a vida como humorista. Logo ele, que é conhecido por nunca dar nenhuma resposta definitiva e estar sempre tentando agradar todos os lados em praticamente qualquer questão, falando em "ação". Ele esquece que na hora da ação fica muito mais dificil estar dos dois lados ao mesmo tempo. E se o problema dele é com a guerra no Iraque, então ele está preocupado é exatamente com a ação, e não com a falta dela. Ele pode questionar a eficiência das ações do governo Bush contra o terrorismo, mas dizer que faltam ações chega a ser ridículo, levando em conta que praticamente toda a sua campanha se baseia na crítica dessas mesmas ações.
Qualquer pessoa um pouco mais cínica poderia insinuar que se os atentados ocorreram na Europa é exatamente porque o governo Bush está tendo sucesso em proteger os EUA dos ataques...
Postado por Giovani MacDonald às 11:04 p.m. 0 comentários
Premiê eleito ameaça retirar tropas espanholas do Iraque.
Essa é realmente a mensagem perfeita para se mandar aos terroristas: Ataquem-nos que nós faremos o que vocês querem!
Postado por Giovani MacDonald às 10:51 p.m. 0 comentários
domingo, março 07, 2004
Uma regra geral para qualquer discurso, discussão ou simples conversa: Se uma pessoa fala em "Justiça Social" só existem duas possibilidades. Ou ela não sabe do que esta falando e está apenas repetindo lugares comuns, ou ela está tentando te enganar, provavelmente para tirar o seu dinheiro.
Postado por Giovani MacDonald às 9:18 p.m. 0 comentários
quarta-feira, março 03, 2004
Blacks angered by gays' metaphors
In the battle for same-sex "marriage," homosexual rights activists have been using civil rights metaphors to advance their cause. "I am tired of sitting at the back of the bus," said one 37-year-old California man who recently went to San Francisco to "marry" his male partner.
"We find the gay community's attempt to tie their pursuit of special rights based on their behavior to the civil rights movement of the 1960s and 1970s abhorrent," Bishop Andrew Merritt of Straight Gate Ministries and several other Detroit pastors said recently in a statement supporting traditional marriage. "Being black is not a lifestyle choice."
Já que entrei no assunto do casamento gay, acho que é uma questão simples mas que tem alguns poréns, algumas das exigências dos homossexuais que deixam tudo mais complicado. É a velha questão do "dar a mão e querer o braço". Se duas pessoas, independente de serem do mesmo sexo ou não, querem viver juntas, construir um patrimônio e ter direitos sobre esse patrimônio após a morte de uma das partes. Acho que não há nada de errado, é basicamente um "contrato". Mas não é isso que os gays querem. Eles querem que es pessoas não vejam nada de estranho no fato de serem homossexuais. Eles querem casar de véu e grinalda. Eles querem desfilar seminus, encenando relações sexuais e gritando que são homossexuais e querem que todos aplaudam. Isso é impossível. Querendo ou não, não é uma coisa normal. É uma coisa que interessa somente aos envolvidos, não incomoda ninguém de fora (tirando a parte do desfile) e ninguém tem absolutamente nada o que se meter, mas não é normal.
Postado por Giovani MacDonald às 2:53 a.m. 0 comentários
terça-feira, março 02, 2004
Sunitas atacam Xiitas e de quem é a culpa? Do Bush é claro.
Mas eu sou obrigado a concordar: a culpa é realmente do Bush. Se os americanos não tivessem libertado o Iraque de Saddam Hussein os Xiitas não estriam celebrando o tal "Festival de Ashura", simplesmente porque eram proibidos de faze-lo, portanto o ataque realmente não aconteceria...
Postado por Giovani MacDonald às 6:51 p.m. 0 comentários
segunda-feira, março 01, 2004
Esse parágrafo é um exemplo perfeito do que eu falei no dia 26:
A Polícia Federal fez na sexta-feira uma devassa na Gerplan, paralisando todas as atividades que a empresa mantinha em Goiás no ramo das loterias. A Gerplan é a principal firma do bicheiro Carlos Ramos, o Carlinhos Cachoeira, autor das gravações que comprometeram o ex-subsecretário de Assuntos Parlamentares do Palácio do Planalto, Waldomiro Diniz.
Postado por Giovani MacDonald às 4:12 a.m. 0 comentários